Este sou eu, nem melhor nem pior do que simplesmente alguém trilhando a senda da luz e da escuridão em parelelo, com passos curtos e imprecisos, inseguros e hesitantes.
Carrego nas costas o fardo da vida, uma sacola cheia de experiências e sonhos, dessa e de muitas outras vidas, lembranças vívidas e bem claras de um grande homem do passado, que se corrompeu pelo seu excesso de sucessos ao longo do tempo, e que nos tempos atuais tem a chance de reparar em sí os estragos quase irreparáveis que causou, não só a muitas almas, mas principalmente em sí mesmo.
O caminho tem mostrado, que a dívida está quase paga, falta perdoar-se e abandonar o sentimento de desprezo por sí, e dessa forma aceitar que; todos os grandes já foram pequeninos, e que no caminho da perfeição, todos eles já fraquejaram.
Entretanto, não posso esconder o fato, de que sinto um bocado de serenidade, quando penso que;
Eu não pertenço a este mundo!.
E por isso meu corpo, nada mais é do que descartável, assim como o resto da sociedade pútrida em que sou obrigado a viver, com pessoas desprezíveis sem o mínimo de cultura e originalidade, em um organismo-sociedade, onde o maior inimigo, o cancêr, é o próprio ser humano com suas crenças malditas e seus apegos materiais, escravizando seus iguais pelo puro prazer...
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