15/03/2010

Elevando nossas consciências

Desde algum tempo, pouco tempo, tenho me deparado com novas idéias e sentimentos, como nunca antes. Pra ser bem sincero comecei realmente a conhecer o mundo que tanto almejei quando sai daquele lugar minúsculo onde vivia, não só a percepção das coisas ao meu redor aumentaram tornando-se mais sensíveis então me permitindo visualizar certas coisas que antes não era capaz, como também a minha capacidade mental de raciocínio amadureceram. Meus valores mudaram, alguns que acreditava eu, perdurariam pela vida toda. Agora digo que; nem toda a mudança é benéfica, mas nem toda mudança é maléfica também, prefiro o meu Eu como agora, do que o meu Eu de algum tempo atrás, onde via o mundo por um cercado estreito e pensava sobre as coisas que via com a visão incapacitada de notar certos detalhes.

No entanto há algo, que não mudou nem sequer um pouco...

Continuo a alimentar o ódio que tenho por certas pessoas manipuladoras, que tomaram à frente das massas lhes explorando a ignorância. O que chamamos de governadores ou governo...

Continuo também, a acreditar que não pertenço a este mundo, e que; este lugar não é a minha verdadeira casa, assim como esse corpo não é o meu verdadeiro habitat. Continuo aspirando a liberdade do meu espírito, que só posso ter brevemente durante o sono, quando me vejo longe da realidade que sou obrigado a enfrentar dia após dia de vida; mas infelizmente devo também estar ciente de que se ainda estou aqui, é que algo de muito errado fiz um dia.

E fico pensando, quando serei livre novamente para desbravar o universo infinito que o meu criador fez? - O que ainda me assusta é não saber se terei de abandonar o corpo uma vez mais violentamente, como parte do pagamento da enorme dívida que contraí em vidas passadas. Penso que; depois de tantas vidas como um guerreiro sanguinário e implacável, finalmente estou perdendo as estrelas que carregava nos ombros, marcas de triunfo na violência, no orgulho e na estupidez de um mero assassino profissional, que costumava justificar sua sede por sangue com a guerra, pelo desprezível prazer de levantar um brado alto e feroz deixando claro a todos inimigos, ou irmãos, que dentre eles eu era o melhor.

Quanto sofrimento acumulei para mim mesmo ao longo de tantas vidas...


Se tiver que lutar novamente, não sei se ainda saberei levantar a espada, acho que perdi a prática de como impor sofrimento e medo, e fazer meus inimigos me temerem... ainda bem, não posso mais acumular dívidas com o criador e as leis da vida, ao invés do caçador, acho que no fundo agora quero estar do lado da vítima, pois sei que, depois da injustiça, sempre há a compensação divina, diferentemente do guerreiro, que depois do prazer de um morte bem imposta, vem o castigo... quem sabe como vítima, pois a compensação talvez seja a de não precisar nunca mais por os pés nesse mundo.

Quem sabe...

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