27/05/2011

Comrade in Arms

Pense,

...Nos jovens que sem conhecer nem mesmo o calor de uma mulher, foram arrancados de suas famílias e deslocados pelos incontáveis postos de combate nas centenas de guerras travadas pelo simples orgulho ferido de uma minoria hipócrita.

In memory.


Em 1945, um Almirante Japonês ordenou que todo homem capaz entre 12 e 50 anos participassem "voluntariamente" de sortidas aéreas contra alvos marítimos Americanos, sob pena de desonrar o nome de toda a família. Após uma longa jornada de sacrifícios e mortes desnecessárias sem o devido objetivo cumprido, e ao ver o fracasso dos Kamikazes, suicidou-se para não ser culpado ou julgado pela tal ordem.

Não podemos esquecer também de Hiroíto, o Imperador que consentiu tal barbárie. Ele é tão culpado quanto a insanidade de seu conselho militar e suas formas frustradas de barrar o avanço americano em solo japonês.

12/04/2010

Eu sou...




Porque você acha que sofro?

Eu sou forte, como a rocha dos penhascos, onde a água bate insistentemente afim de minar sua rigidez sem sucesso.

Eu sou como uma águia que tudo vê e observa do alto, mas que não toma parte das coisas na terra que não lhe dizem respeito.

Eu sou como a ultima esperança, aquela que somente se apresenta no momento mais crítico, e quem todos aguardam.

Eu sou diferente de você, que vive e sofre como um ser humano, pois eu não sou humano, eu sou 'alguém' preso a um corpo humano... que sente as mesmas dores mas não pensa da mesma forma, e não veio do mesmo lugar.

Eu sou aquele que já passou por tudo que você ainda vai passar...

Eu sou aquele que já sentiu com indiferença os sabores que você ainda vai descobrir e não vai gostar!

Eu sou aquele que você curtiu, e aquele que te amou. Mas principalmente aquele que no final não ama mais do que a sí próprio... e a quem seja realmente digno de mim.

Eu sou, estou, fui, e irei...
muito mais além do que você pode imaginar...

Eu sangrei na lança de um inimigo até a ultima gota de vida se esvair, e aprendi uma lição muito importante...

Ainda que se tenha plena sabedoria, força e poder, e que toda a maldade e imperfeição tenha sida exterminada, é imperativo saber que; há males que não se esquivam, há lágrimas que não podem ser poupadas, há sacrificios que não podem ser evitados, e há mortes que não podem ser adiadas.

Abandonei minha vida humana, me deparei com a verdade absoluta de que a felicidade plena não existe neste mundo! não neste mundo...Sendo assim, não deixe para depois o que você quer fazer neste instante, faça-o, consuma o prazer da realização dos seus desejos e sentimentos, não tenha medo de amar, entregue-se, não tenha medo de lutar na vida, não se dei ao luxo de deleitar-se nos braços da fraqueza, pois a fraqueza e o medo são os maiores inimigos do sucesso de um homem. Pois então, com responsabilidade tome para sí cada momento oportuno de felicidade, mas saiba que ela é não é perene.

Eu lhe desejo boa sorte em sua vida, como cada vida é única, estou certo de que você fará desta uma BELA VIDA.

Mas... jamais, me confunda com você! pois não existe semelhança alguma entre homens e leões.

ARETÉÉÉÉÉÉÉ!

15/03/2010

Elevando nossas consciências

Desde algum tempo, pouco tempo, tenho me deparado com novas idéias e sentimentos, como nunca antes. Pra ser bem sincero comecei realmente a conhecer o mundo que tanto almejei quando sai daquele lugar minúsculo onde vivia, não só a percepção das coisas ao meu redor aumentaram tornando-se mais sensíveis então me permitindo visualizar certas coisas que antes não era capaz, como também a minha capacidade mental de raciocínio amadureceram. Meus valores mudaram, alguns que acreditava eu, perdurariam pela vida toda. Agora digo que; nem toda a mudança é benéfica, mas nem toda mudança é maléfica também, prefiro o meu Eu como agora, do que o meu Eu de algum tempo atrás, onde via o mundo por um cercado estreito e pensava sobre as coisas que via com a visão incapacitada de notar certos detalhes.

No entanto há algo, que não mudou nem sequer um pouco...

Continuo a alimentar o ódio que tenho por certas pessoas manipuladoras, que tomaram à frente das massas lhes explorando a ignorância. O que chamamos de governadores ou governo...

Continuo também, a acreditar que não pertenço a este mundo, e que; este lugar não é a minha verdadeira casa, assim como esse corpo não é o meu verdadeiro habitat. Continuo aspirando a liberdade do meu espírito, que só posso ter brevemente durante o sono, quando me vejo longe da realidade que sou obrigado a enfrentar dia após dia de vida; mas infelizmente devo também estar ciente de que se ainda estou aqui, é que algo de muito errado fiz um dia.

E fico pensando, quando serei livre novamente para desbravar o universo infinito que o meu criador fez? - O que ainda me assusta é não saber se terei de abandonar o corpo uma vez mais violentamente, como parte do pagamento da enorme dívida que contraí em vidas passadas. Penso que; depois de tantas vidas como um guerreiro sanguinário e implacável, finalmente estou perdendo as estrelas que carregava nos ombros, marcas de triunfo na violência, no orgulho e na estupidez de um mero assassino profissional, que costumava justificar sua sede por sangue com a guerra, pelo desprezível prazer de levantar um brado alto e feroz deixando claro a todos inimigos, ou irmãos, que dentre eles eu era o melhor.

Quanto sofrimento acumulei para mim mesmo ao longo de tantas vidas...


Se tiver que lutar novamente, não sei se ainda saberei levantar a espada, acho que perdi a prática de como impor sofrimento e medo, e fazer meus inimigos me temerem... ainda bem, não posso mais acumular dívidas com o criador e as leis da vida, ao invés do caçador, acho que no fundo agora quero estar do lado da vítima, pois sei que, depois da injustiça, sempre há a compensação divina, diferentemente do guerreiro, que depois do prazer de um morte bem imposta, vem o castigo... quem sabe como vítima, pois a compensação talvez seja a de não precisar nunca mais por os pés nesse mundo.

Quem sabe...

23/09/2009

Δεν ξέρω αν μπορώ να μείνουν μαζί σας πια.

Δεν ξέρω για σας αρκετά. Γνωρίζω μόνο, ότι θα είναι μόνο, όταν εσείς δεν λάβουμε αρκετά γενναιότητα να μειωθεί το σύζυγο να παραμείνουν μαζί μου. Στο τέλος γνωρίζω ότι θα παραμείνουν μόνα τους. Είμαι αγωνίζονται για κάτι που γνωρίζω ότι μπορώ να μην κερδίσουμε. Θα ήθελα σας!

14/09/2009

Reflexão - Citações de Sócrates

Fonte:
http://pt.wikiquote.org/wiki/Socrates


  • "Penso que não ter necessidade é coisa divina e ter as menores necessidades possíveis é o que mais se aproxima do divino."
  • "É preciso que os homens bons respeitem as leis más, para que os homens maus respeitem as leis boas."
  • "Não te contentes em admirar as pessoas bondosas. Imite-as."
  • "Aquele a quem a palavra não educar, também o pau não educará."
  • "Eu não posso ensinar nada a ninguém, eu só posso fazê-lo pensar."
  • "Deixe quem desejaria mudar o mundo primeiro mudar a si mesmo."
  • "Quatro características deve ter um juiz; ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente e decidir imparcialmente."
  • "Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade."
  • "O que temos de fazer é instruir e não proibir."
  • costume de um tolo, quando erra, queixar-se dos outros. É costume de um sábio queixar-se de si mesmo."
  • "Nosce te ipsum." Tradução: "Conhece-te a ti próprio."
  • "A eloqüência é a arte de aumentar as coisas pequenas e diminuir as grandes."
  • "Transforme as pedras que você tropeça nas pedras de sua escada."
  • "Um homem desregrado não pode inspirar afeto; é insociável e fecha as portas à amizade."

13/09/2009

Epaminondas

"A terra acolhe homens bons e ruins, bravos e nobres; E também os covardes e desonrados, más a Glória dos Céus só abraça, os que são realmente colossais!" - Ynos


Primeira invasão do Peloponeso


Durante quase um ano depois da vitória de Leuctra, Epaminondas se ocupou na consolidação da confederação de Beócia, exortando a pólis de Orcomeno, que até então tinha estado alinhada com Esparta, que se unisse à Liga. No final de 370 a.C., contudo, dado que os espartanos comandados por Agesilau se encontravam lutando para disciplinar Mantineia, Epaminondas decidiu capitalizar sua vitória mediante uma invasão do Peloponeso que pusesse fim ao poder espartano de uma vez por todas. Forçou o passo através das fortificações no istmo de Corinto e marchou ao sul até Esparta, enfrentando contingentes espartanos e seus aliados ao longo do caminho.

Em Arcádia expulsou o exército espartano que ameaçava Mantineia, e logo supervisionou a fundação da nova cidade de Megalópolis e a formação de uma Liga Arcádia modelada à imagem da Confederação Beócia. Mais ao sul, cruzou o rio Eurotas, na fronteira com Esparta, que nenhum exército hostil havia chegado a atravessar antes na história. Os espartanos, que não desejavam enfrentar um exército tão massivo, se refugiaram atrás dos muros de sua cidade, enquanto os tebanos e seus aliados saqueavam a Lacônia. Epaminondas voltou rapidamente a Arcádia e logo retomou a marcha até o sul, desta vez até Messénia, território que havia sido conquistado por Esparta cerca de 200 anos antes. Reconstruíram a antiga cidade de Messene sobre o monte Itome, com fortificações comparadas às mais fortes da Grécia. Depois enviou uma chamada a todos os exilados messênios espalhados por toda a Grécia para que voltassem e reconstruissem seu país.

A perda de Messénia foi, particularmente, daninha para os espartanos, dado que seu território compreendia um terço do total de Esparta, e continha metade de sua população de hilotas.

Em poucos meses, Epaminondas havia criado dois novos estados inimigos de Esparta, havia atacado o alicerce de sua economia e devastado seu prestígio. Uma vez cumprido tudo isto, dirigiu seu exército vitorioso de volta para casa.

Juízo

Em sua volta para casa, Epaminondas não encontrou uma recepção digna de um herói, senão um juízo preparado por seus inimigos políticos. O cargo do qual se lhe acusava era de haver retido seu posto à frente do exército mais tempo do que se permitia constitucionalmente, o qual era indiscutivelmente certo: Epaminondas havia convencido ao resto dos Beotarcas para permanecer no campo de batalha por vários meses depois que seu cargo houvesse expirado, ainda que houvesse feito para poder cumprir tudo o que se havia proposto no Peloponeso. Em sua defesa, Epaminondas somente solicitou que, se fosse executado, a inscrição que aparecesse no veredicto dissesse:


Epaminondas foi castigado pelos tebanos com a morte, porque lhes obrigou a derrotar em Leuctra os lacedemônios, aos quais, antes que ele fosse general, nenhum dos beócios se atrevia a enfrentar no campo de batalha, e porque ele não só em uma batalha resgatou Tebas da destruição, senão que também assegurou a liberdade de toda Grécia, e trouxe o poder a sua gente a tal ponto que os tebanos atacaram Esparta, e os lacedemônios estavam satisfeitos de só conseguir salvar suas vidas; e não cessou a guerra até que, depois de reconstruir Messénia, encerrou Esparta em um duro assédio.

Batalha de Mantineia

Em vista desta oposição crescente ao domínio tebano, Epaminondas enviou sua última expedição ao Peloponeso em 362 a.C.. O principal objetivo da expedição era submeter Mantineia, que havia se oposto à influência tebana na região. Contudo, ao se aproximar de Mantineia, Epaminondas recebeu a notícia de que haviam enviado tantos espartanos para defender a cidade que a própria Esparta havia ficado quase indefesa. Vendo uma oportunidade, Epaminondas marchou até a Lacônia à maior velocidade possível.

A notícia da mudança de rumo de Epaminondas chegou ao rei Arquídamo III de Esparta através de um mensageiro, e este teve tempo suficiente para preparar a chegada de Epaminondas, que se encontrou com uma cidade bem defendida em sua chegada. Epaminondas, esperando que seus adversários tivessem deixado a defesa de Mantineia em sua pressa por proteger Esparta, voltou a marchar para sua base de Tegeia e enviou sua cavalaria a Mantineia, ainda que um encontro fora das muralhas com a cavalaria ateniense tenha frustrado, também, esta nova estratégia.

Vendo que seria necessária uma batalha de hoplitas para preservar a influência tebana no Peloponeso, Epaminondas preparou seu exército para o combate.

O que se produziu na planície em frente a Mantineia foi a maior batalha hoplita da história da Grécia. Participaram quase todos os estados gregos, de um lado ou de outro. Com Beócia se aliaram uma série de grupos, os tegeus, os megalopolitanos e os argivos entre eles. Do lado de Mantineia e Esparta estavam também os atenienses, elisanos e muitos outros. As infantarias de ambos exércitos eram de 20.000 a 30.000 homens.

Como em Leuctra, Epaminondas colocou os tebanos à esquerda, opostos aos espartanos e mantineanos, com os aliados à direita. Nas laterais colocou uma importante força de cavalaria reforçada com infantaria. Com isso esperava conseguir uma rápida vitória nos combates de cavalaria e começar a romper a falange inimiga.

A batalha se desenvolveu como Epaminondas havia planejado: as forças das laterais fizeram retroceder a cavalaria de Atenas e Mantineia e iniciaram o ataque às falanges inimigas. Na batalha entre os hoplitas houve um breve equilíbrio inicial, mas logo os tebanos conseguiram romper as linhas espartanas, e a falange inimiga completa foi disposta em fuga. Parecia que seria uma nova vitória decisiva de Tebas baseada no modelo de Leuctra mas, quando os vitoriosos tebanos se lançaram em perseguição aos inimigos, Epaminondas foi ferido mortalmente. Morreu pouco depois.

À medida que a notícia da morte de Epaminondas se estendia no campo de batalha de um soldado a outro, os aliados cessavam a perseguição ao exército derrotado, como uma prova da importância central de Epaminondas na guerra. Xenofonte, que termina seu relato com a Batalha de Mantineia, faz o seguinte comentário sobre o resultado do combate:


Quando todas estas coisas ocorreram, aconteceu o contrário do que todos os homens acreditavam que iria acontecer. Posto que quando toda a gente da Grécia havia se juntado e formado linhas contrárias, não havia ninguém que não pensasse que se a batalha ocorresse, aqueles que se demonstrassem vitoriosos seriam os novos líderes e os derrotados seus submetidos; mas a deidade ordenou que ambas partes levassem um troféu como se houvessem saído vitoriosas e nenhum trataria de estorvar ao outro, e que ambos devolveriam aos mortos sob uma trégua como se fossem vitoriosos, e ambos receberiam seus mortos sob uma trégua como se fossem derrotados, e enquanto ambas partes clamariam sua vitória, nenhum demonstraria ser melhor que o outro, nem obteria territórios, cidades ou domínios que antes da batalha já não tivessem; e inclusive haveria mais confusão e desordem na Grécia depois da batalha do que antes.
Xenofonte

Com suas últimas palavras, se diz que Epaminondas aconselhou aos tebanos que promovessem a paz, dado que não haveria ninguém mais que os pudesse liderar. Depois da batalha se firmou uma paz comum, passada no statu quo.

As biografias escritas sobre Epaminondas descrevem-no sempre como um dos personagens mais capazes dos que apareceram nas cidades-estado gregas em seus últimos 150 anos de independência. Em assuntos militares se encontra acima de qualquer outro tático na história grega, com a possível exceção de Filipe II da Macedônia, ainda que alguns historiadores modernos tenham questionado sua visão estratégica mais ampla. Sua estratégia em Leuctra lhe permitiu derrotar a temida falange espartana com uma força menor, e sua decisão de negar o uso do lado direito foi a primeira utilização registrada deste tipo de estratégia militar em campo de batalha. Muitas das mudanças táticas que implementou seriam logo usadas por Filipe II, que passou muito tempo em sua juventude como refém em Tebas, e é possível que, inclusive, tenha aprendido diretamente com Epaminondas. Victor Davis Hanson sugeriu que a formação filosófica de Epaminondas pode ter contribuído com o desenvolvimento de suas habilidades como general.

Em questão de caráter, Epaminondas estava fora de toda repreensão aos olhos dos antigos historiadores que estudaram sua vida. Seus contemporâneos elogiavam-no por desdenhar a riqueza material, compartilhando todas as suas posses com os amigos e repudiando os subornos. Ao que parece, sendo um dos últimos herdeiros da tradição pitagórica, viveu uma na simplicidade e na ascese, inclusive quando sua liderança lhe catapultou até a posição mais alta, o comando de toda a Grécia.

De certo modo, Epaminondas alterou de forma dramática a face da Grécia nos 10 anos em que foi a figura principal da política. No momento de sua morte, Esparta havia sido golpeada, Messénia havia sido libertada e o Peloponeso se organizou completamente. Partindo de outro ponto de vista, porém, deixou para trás uma Grécia não muito diferente da que já havia antes: as inimizades e as amargas diferenças que haviam envenenado as relações entre as pólis durante séculos continuavam tão profundas ou mais em relação ao que eram antes de Leuctra. A guerra brutal entre as distintas facções que houve na Guerra do Peloponeso e até então continuou igual, até que o surgimento da Macedônia como potência militar principal terminou com ela para sempre.

Em Mantineia, Tebas enfrentou as forças combinadas dos maiores estados da Grécia, mas a vitória não lhe supôs nenhuma vantagem. Com Epaminondas fora de cena, os tebanos voltaram a sua tradicional política defensiva, e, alguns anos depois, Atenas substituiu-os na liderança do sistema político grego. Nenhum estado grego voltou a submeter Beócia da mesma forma em que se havia visto submetido durante a hegemonia espartana, mas a influência de Tebas foi se esfumando rapidamente no resto da Grécia. Finalmente, na Batalha de Queronea, as forças combinadas de Tebas e Atenas, juntas numa tentativa desesperada de resistir a Filipe da Macedônia, foram derrotadas de forma esmagadora e a independência de Tebas chegou a seu fim. Três anos depois, empurrados por um falso rumor de que Alexandre, o Grande teria sido assassinado, os tebanos se rebelaram, e Alexandre esmagou a revolta e destruiu a cidade, massacrando ou reduzindo à escravidão todos os seus cidadãos.

Somente 27 anos depois da morte do homem que se fez preeminente em toda Grécia, a cidade de Tebas foi apagada da face da Terra. Sua história que havia durado um milênio, foi finalizada em poucos dias.

Epaminondas, portanto, é recordado por igual como libertador e como destruidor. Foi considerado tanto no mundo grego quanto no romano como um dos maiores homens da história. Cícero elogiou-o como «o primeiro homem, em minha opinião, da Grécia» e Pausânias escreveu um poema honorário para sua tumba:


Por meus conselhos foi Esparta privada de sua glória,
E a santa Messénia recebeu por fim seu filhos.
Com os braços de Tebas foi Megalópolis rodeada por muros,
E toda Grécia ganhou a independência e a liberdade.

Pausanias

As ações de Epaminondas foram, sem dúvida, bem-vindas pelos messênios e por outros aos quais ajudou em sua campanha contra Esparta. Esses mesmos espartanos, contudo, estiveram no centro da resistência às invasões persas do século V a.C., e sua ausência, sem dúvida, foi notada em Queronea. A guerra interminável da Grécia, na qual Epaminondas tirou proveito de um papel central, debilitou as cidades da Grécia até que não puderam se manter independentes frente aos vizinhos do norte. Enquanto Epaminondas lutava para assegurar a liberdade de Beócia e de outros gregos, aproximou o dia em que toda Grécia seria submetida por um invasor. Victor Davis Hanson sugere que Epaminondas pode ter planejado a criação de uma Grécia unida, composta por federações democráticas regionais, mas se esta opinião é certa, o plano nunca chegou a ser posto em prática. Apesar de todas suas nobres qualidades, Epaminondas foi incapaz de superar o sistema grego de cidades-estado, com sua rivalidade endêmica e sua guerra contínua, pelo que deixou a Grécia ainda mais arrasada pela guerra, mas igualmente dividida, assim como havia encontrado.

Referências

  1. Customer Reviews - "The Soul of Battle: From Ancient Times to the Present Day, Three Great Liberators Vanquished Tyranny"
  2. Victor Davis Hanson, The Soul of Battle.
  3. 3,0 3,1 3,2 3,3 Plutarco, Vida de Pelópidas.
  4. Atheneo, Deipnosophists, 605-606.
  5. Plutarco, Diálogo sobre el Amor (Moralia 761).
  6. O restante da informação desta seção na qual não se cita expressamente outra fonte, procede de Cornélio Nepos, Vida de Epaminondas.
  7. Toda a informação desta seção procede de J.V. Fine, The Ancient Greeks: A Critical History.
  8. Xenofonte, Hellenica 5.4.10-19.
  9. Todos os detalhes relacionados à confederação beócia e sua política procedem de Hanson, The Soul of Battle.
  10. Plutarco, Vida de Agesilao.
  11. Para estes fatos e a descrição da batalha, veja: Diodoro, Library 15.52-56, Xenofonte, Hellenica 6.4.4-20, e Plutarco, Vida de Pelópidas. Para uma síntese, veja Fine, The Ancient Greeks.
  12. 12,0 12,1 12,2 12,3 Hanson, The Soul of Battle.
  13. Para a invasão e liberação de Messénia veja Diodoro, Library 15.66, Xenofonte, Hellenica 6.5.27-32, e Plutarco, Vida de Pelópidas. Para uma síntese, veja Fine, The Ancient Greeks.
  14. Cornélio Nepos, Vida de Epaminondas.
  15. 15,0 15,1 15,2 Fine, The Ancient Greeks.
  16. Fine, The Ancient Greeks
  17. Xenofonte, Hellenica 7.1.41-43..
  18. Para esta campanha e a batalha de Mantineia, veja Diodoro, Library 15.82-89, Xenofonte, Hellenica 7.5.9-27, e Plutarco, Vida de Agesilao. Para uma síntese, veja Fine, The Ancient Greeks.
  19. James F. Lazenby, "Epaminondas", de The Oxford Classical Dictionary, Hornblower, Simon, and Antony Spawforth ed.
  20. Pausanias, Descrição da Grécia 9.15.6.
  21. http://pt.wikipedia.org/wiki/Epaminondas